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2026-09-13 · 4 min de leitura

TONU e detention: como cobrar o tempo parado e a carga cancelada

TONU e detention: como cobrar o tempo parado e a carga cancelada
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Você acordou cedo, rolou 40 milhas até o pickup, e no meio do caminho o broker liga: "cancelou, cara". Ou pior — chegou no shipper às 9h e só carregou às 14h. Nos dois casos você gastou o recurso mais escasso que um car hauler tem, que é tempo. E, na maioria das vezes, não cobra nada por isso. Não porque não pode — porque não sabe o nome do que aconteceu nem onde ele está escrito.

O que são TONU e detention

TONU é a sigla de Truck Order Not Used. É quando o broker te dá o dispatch, você aceita e começa a se mover, e a carga cai antes de você carregar. O caminhão foi pedido e não usado. Detention é outra coisa: a carga existe, mas você fica parado no shipper ou no receiver além do free time — o tempo livre que o rate con dá pra carregar ou descarregar. Passou desse tempo, o relógio começa a rodar a seu favor.

Os dois são cláusulas de contrato, não favores. E o contrato que vale é o rate confirmation — o rate con — que você assina antes de cada load. Não é o que o broker falou no telefone, não é o costume do mercado. É o que está no PDF.

O que muda pra você

A diferença entre "perdi o dia" e "cobrei o dia" mora em três lugares do rate con, e você tem que olhar antes de assinar:

Primeiro, o free time. Quantas horas de carga e descarga são gratuitas? Duas é comum, mas o número que vale é o que estiver escrito ali. Se o rate con é omisso sobre detention, você entra na carga sem rede — e brigar depois é muito mais difícil.

Segundo, a taxa de detention. Quanto por hora depois do free time, e a partir de quando conta: da hora agendada (appointment) ou da hora real de chegada? Essa distinção decide se as suas primeiras horas contam ou não.

Terceiro, a cláusula de TONU. Ela existe nesse rate con? Cobre só a milha morta, ou tem um valor fixo? Muito rate con simplesmente não menciona TONU — e aí, se cancelarem, sua base de negociação é o zero.

O que nenhum desses três resolve sozinho é a prova. E é aqui que a maioria perde dinheiro que era seu por direito. Cobrança de tempo parado ou de carga cancelada se ganha ou se perde no documento: o BOL com horário real de chegada e saída carimbado pelo shipper, o print da mensagem em que o broker cancela, a foto do portão com timestamp, o registro de quando você aceitou o dispatch. Sem isso, é a sua palavra contra a dele — e broker não paga palavra, paga papel.

Na prática

Antes de assinar qualquer rate con, ache as três linhas: free time, taxa de detention e cláusula de TONU. Se faltar alguma e o valor da load justificar, peça pra incluir por escrito antes de rolar.

No pátio, registre chegada e saída no mesmo minuto em que acontecem. Peça o carimbo no BOL. Se o shipper se recusar, mande você mesmo um texto ou e-mail pro broker marcando o horário — isso vira registro datado.

Se cancelarem depois do dispatch, não apague a conversa. O print do cancelamento é a sua fatura de TONU.

Quanto você recebe no fim depende do que está escrito e do que você conseguiu documentar — resultados variam por lane, broker, equipamento e região. O que está 100% na sua mão é ler antes e documentar na hora.

Organizar isso load a load — ler o rate con, cobrar o que é devido, guardar a papelada — é exatamente o trabalho chato que come a noite do owner-operator. É o tipo de rotina que a DispatchAI Agency ajuda a colocar em ordem. Não somos transportadora nem broker: quem fecha a carga e assina o contrato é você.

Fontes

Rate confirmation (rate con) e contrato broker-carrier — documentos que definem free time, taxa de detention e a cláusula de TONU de cada carga.

FMCSA — fmcsa.dot.gov para o contexto regulatório da relação broker-carrier.

DispatchAI Agency: https://www.dispatchaiagency.com

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